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"Produziremos uma verdadeira asfixia financeira, tirando o oxigênio do crime organizado”, afirma Wellington César Lima e Silva

 Ao comentar nesta quarta-feira (13/5) um dos pontos mais relevantes do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, o que visa fechar as fontes de financiamento das organizações criminosas no Brasil, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima, foi categórico: “Nós produziremos uma verdadeira asfixia financeira, tirando o oxigênio do crime organizado”, afirmou, em entrevista ao Bom Dia, Ministro.

Lançado nesta terça-feira (12/5) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Brasil Contra o Crime Organizado é baseado em quatro eixos. Um deles visa exatamente atingir os fluxos de recursos que sustentam o crime organizado. Wellington Lima explicou que esse pilar específico tem como referências a Operação Carbono Oculto e a Lei Antifacção.

Ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima, participou do "Bom Dia, Ministro" desta quarta-feira (13/5). Foto: Diego Campos / Secom-PR


Deflagrada em agosto do ano passado, a Carbono Oculto foi a maior operação contra o crime organizado da história do Brasil em termos de cooperação institucional e amplitude, resultado de ampla integração entre equipes da Polícia Federal, Receita Federal, COAF, Ministérios Públicos e órgãos estaduais. A ação atingiu organização responsável por sonegação e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis. A investigação identificou que cerca de 1.000 postos de combustíveis vinculados ao grupo movimentaram R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024 e revelou que pelo menos 40 fundos de investimentos foram utilizados como estruturas de ocultação de patrimônio.

“Nós temos duas referências muito sólidas e claras, que serão objeto de réplica nessas iniciativas (do programa). A que diz respeito à asfixia financeira é exatamente a Operação Carbono Oculto. Nós temos um padrão para identificar e saber como vão se desenrolar essas iniciativas”, explicou o ministro.

Nós temos duas referências muito sólidas e claras, que serão objeto de réplica nessas iniciativas (do programa). A que diz respeito à asfixia financeira é exatamente a Operação Carbono Oculto. Nós temos um padrão para identificar e saber como vão se desenrolar essas iniciativas"
Wellington Lima
Ministro da Justiça e Segurança Pública

LEI ANTIFACÇÃO – Em vigor desde março deste ano, a Lei Antifacção complementa o marco legal do combate ao crime organizado e fortalece a capacidade de atuação do Estado contra organizações criminosas. A norma estabelece penas mais severas para líderes de facções, com reclusão de 20 a 40 anos, e cria mecanismos de asfixia financeira, logística e material dos grupos. A lei amplia as formas de bloqueio e apreensão de bens usados pelo crime organizado, como dinheiro, imóveis, participação em empresas e ativos digitais, como criptomoedas. Também permite que órgãos de controle compartilhem informações para localizar esses bens e autoriza a perda do patrimônio mesmo sem condenação criminal em alguns casos.

“Com a Lei Antifacção, nós teremos a possibilidade de leilões antecipados. Eu não quero ser muito técnico aqui. Eu quero simplesmente explicar o seguinte: nós vamos fazer um trabalho que envolve todos os órgãos de inteligência financeira para identificar os alvos, estabelecer o diagnóstico e adotar as medidas imediatas necessárias para repelir essa prática”, frisou o ministro.

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