Oministro da Secretaria-Geral da Presidência da República (SG-PR), Guilherme Boulos, foi o convidado do programa “Bom Dia, Ministro” desta terça-feira, 12 de maio. Durante a entrevista com rádios e portais de notícias de várias regiões do país, ele detalhou o andamento de um dos principais debates em prol do trabalhador brasileiro: o fim da escala 6x1, uma das prioridades do governo para 2026.
O ministro confirmou que estará presente, ao lado do ministro da Fazenda, Dario Durigan, na Comissão Especial da Câmara dos Deputados desta quarta-feira (13) organizada para debater a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1. A oitiva faz parte de uma série de audiências públicas solicitadas para ouvir lideranças políticas e especialistas sobre a viabilidade da mudança constitucional.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, no dia 13 de abril, uma mensagem presidencial formalizando o envio ao Congresso, com urgência constitucional, de projeto de lei que reduz o limite da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, garante dois dias de descanso remunerado e proíbe qualquer redução salarial. O objetivo é garantir mais tempo com a família, para o lazer, para a cultura e para o descanso, com reflexos positivos também na produtividade. Boulos reafirmou que o objetivo do Governo do Brasil é impedir que a proposta seja remodelada ao ponto de não considerar características-chaves defendidas pela atual gestão.
“Quando é uma medida para beneficiar o trabalhador, vai valer daqui a um ano, daqui a dois, daqui a cinco. Que critério é esse? Então, a gente não aceita uma transição dessa natureza. Uma coisa é você botar 60 dias. Bem, tem o tempo para se adaptar, para reorganizar as escalas, ok. Toda lei tem uma transição de um mês, dois meses, para passar a valer para os setores se organizarem. Outra coisa é você querer empurrar com a barriga, usar essa ideia de transição para jogar para frente. Isso o governo do presidente Lula não aceita e nós vamos lutar para que não seja aprovado dessa forma”, reforçou o ministro da Secretaria-Geral.
Ele foi enfático na defesa de uma aprovação do fim da 6x1, sem redução de salário e com redução da jornada para 40 horas. “Por que a gente tem insistido tanto nisso? Porque, senão, aprova o fim da 6x1, dois dias de descanso semanal, beleza. Mas, se não reduzir a jornada, vai ter dois dias de descanso semanal, mas essas horas que a pessoa trabalharia no sábado seriam incorporadas nos outros dias da semana. E com isso continuaria tendo a mesma jornada semanal — e isso está errado. Então, tem que reduzir a jornada diária para, no máximo, 40 horas – hoje é 44 pela Constituição. E também sem redução de salário”, declarou Boulos.

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