Prefeitura de Feira

Acidentes com motos deixa Clériston Andrade com 78% dos leitos ocupados em Feira

 FEIRA DE SANTANA – O avanço desenfreado da violência no trânsito em Feira de Santana transformou as vias da segunda maior cidade da Bahia em um cenário de crise de saúde pública. O alerta foi emitido pela direção do Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA) durante uma coletiva de imprensa realizada no auditório da unidade nesta segunda-feira (25). Os números impressionam e acendem o sinal vermelho: atualmente, cerca de 78% dos leitos de internação do hospital são ocupados por vítimas de sinistros viários, com destaque esmagador para os motociclistas.



A mobilização, que integra as ações do movimento Maio Amarelo, reuniu forças de segurança e o Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) para traçar uma resposta imediata ao problema. O impacto vai muito além das estatísticas de tráfego, estrangulando o funcionamento da unidade de saúde, que conta com quase 370 leitos (sendo 68 de UTI). Essa alta demanda compromete diretamente o sistema de regulação de pacientes de Feira de Santana e de outros 120 municípios pactuados na região Leste do estado.

O custo invisível da imprudência
Além do drama humano, o impacto financeiro provocado pela imprudência nas pistas pesa direto no bolso do contribuinte através do Sistema Único de Saúde (SUS). Pacientes graves que dão entrada no Clériston Andrade e necessitam de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) geram um custo médio de R$ 5 mil por dia. Já aqueles que passam por procedimentos cirúrgicos e ocupam leitos de enfermaria demandam cerca de R$ 2,5 mil diários.

A iniciativa para frear esses indicadores conta com a parceria da Câmara da Mulher Empresária (CME), da Superintendência Municipal de Trânsito (SMT), do Comando de Policiamento da Região Leste (CPRL-PMBA), além do apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Ministério Público aciona o freio de mão: “Fase agora é repressiva”
Presente no encontro, o promotor de Justiça Dr. Audo Rodrigues detalhou como o Ministério Público atua na retaguarda para garantir a punição criminal de quem transforma o veículo em uma arma. Ele explicou que acidentes com vítimas (fatais ou com lesões) geram inquéritos na Polícia Civil que são rigorosamente analisados pelas promotorias especializadas em trânsito.

Fonte Central de Polícia

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