A
taxa de homicídios na Bahia caiu para 40,9 a cada 100 mil habitantes em 2024
(era 44,7 em 2023, uma queda percentual de 8,5%). A atual taxa é maior que a do
Brasil (20,1) e a segunda maior entre os estados, atrás apenas do Amapá, 45,7,
segundo o Atlas da Violência 2026, divulgado pelo Instituto de Pesquisa
Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP),
nesta terça-feira (26).
A
taxa apresentada pelo relatório significa dizer que em 2024, a Bahia registrou
cerca de 41 homicídios para cada grupo de 100 mil habitantes. Ao todo, o estado
registrou em 2024, 6.061 homicídios, uma redução de 8,4% em relação a 2023
(6.616). A queda percentual é maior que a registrada pelo Brasil, -7,4% (45.747
em 2023 para 42.590 em 2024).
Em
números absolutos, a Bahia tem a segunda maior queda nacional no comparativo
2023-2024 com 555 homicídios a menos. Em primeiro está o Rio de Janeiro, 772
homicídios a menos. Completam a relação das cinco maiores reduções em números
absolutos Rio Grande do Sul (-280), Goiás (-229) e Amazonas (-229).
Ao
todo, 18 unidades da federação tiveram taxa de homicídios acima da média do
país. As maiores taxas foram registradas no Amapá, Bahia, Pernambuco, Alagoas e
Ceará. São Paulo teve a menor taxa, com 6,6 homicídios por 100 mil habitantes.
O índice equivale a cerca de um terço da taxa nacional.
Um
dos fatores apontados pela pesquisa para a queda é “acomodação” da guerra do
narcotráfico.
“Esse
processo de controle da rota gerou conflitos muito intensos e mortes, sobretudo
envolvendo as duas maiores facções do Brasil, o PCC e o Comando Vermelho, além
de aliados regionais no Norte e no Nordeste. Essa guerra foi mais intensa em
2016 e 2017. Em 2018, os homicídios começam a cair e começa também um processo
de acomodação. Uma guerra que se prolonga por muito tempo, sem um resultado
claro, passa a ter custos econômicos inviáveis”, explica Daniel Cerqueira,
técnico de planejamento e pesquisa do Ipea e coordenador do Atlas da Violência.
“Quando
se observa os estados por onde essa rota passava e onde ela desaguava nas
capitais nordestinas, vemos que foram exatamente esses lugares que tiveram
redução dos homicídios, sobretudo a partir de 2018”, completa. “Juntando o
fator demográfico, uma mudança qualitativa na gestão da segurança pública em
alguns territórios e essa acomodação na grande guerra do narcotráfico, acho que
eles conspiraram a favor da redução de mortes no Brasil”.
SSP-BA
se manifesta
Através
de nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) da Bahia destacou que o estado
registrou redução consecutiva das mortes violentas nos anos de 2023, 2024 e
2025. Segundo a pasta, em 2024, ano-base da pesquisa, houve queda de 8,7% nos
crimes graves contra a vida, como homicídio, latrocínio e lesão dolosa seguida
de morte. A SSP também ressaltou os investimentos do Governo da Bahia na
modernização das forças de segurança, com a contratação de 9,5 mil policiais.
NOTA
A
Secretaria da Segurança Pública da Bahia destaca que as mortes violentas
apresentaram reduções consecutivas nos últimos três anos (2023, 2024 e 2025) no
estado. Em 2024 (ano base da pesquisa), a Polícia contabilizou uma queda de
8,7% nos registros de crimes graves contra a vida (homicídio, latrocínio e
lesão dolosa seguida de morte).
Ressalta
também o compromisso do Governo do Estado no permanente investimento na
modernização, qualificação e ampliação dos efetivos. Em pouco mais de três
anos, 9.500 policiais, peritos e bombeiros foram contratados, além da
construção de novas estruturas, aquisição de viaturas, armamentos e softwares
de investigação.
Por
fim, a SSP enfatiza que as ações de combate à criminalidade continuarão
norteadas pela inteligência e intensificadas em todo o território baiano.




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