A
Polícia Civil da Bahia prendeu 11 pessoas, nove homens e duas mulheres, durante
a Operação Cavalo de Troia, realizada nesta quinta-feira (19), em Feira de
Santana. A ação teve como objetivo desarticular um grupo criminoso investigado
por tráfico de drogas, homicídios e crimes correlatos no município.
Coordenada
pelo Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico
(Denarc), por meio da 9ª Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (9ª DTE), em
conjunto com equipes da 1ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (1ª
Coorpin/Feira de Santana), a operação cumpriu 20 mandados de busca e apreensão
em diferentes bairros da cidade, entre eles Pedra Ferrada, Parque Ipê, Campo
Limpo, Queimadinha e Alto do Rosário.
Investigações
e material apreendido
As
investigações tiveram início em junho de 2025, após uma apreensão realizada em
parceria com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), na BR-324, quando foram
localizados drogas e um fuzil. A partir da análise de dados e de ações de
inteligência, os investigadores identificaram integrantes do grupo criminoso e
a forma de atuação da organização.
Durante
as diligências, uma mulher apontada como responsável pela guarda e apoio
logístico de entorpecentes foi presa no bairro Parque Ipê. Na residência dela,
os policiais localizaram um fuzil e grande quantidade de drogas, além de outros
materiais relacionados à atividade criminosa.
Ao
todo, foram apreendidos um fuzil calibre 5.56, uma pistola 9 mm com seletor de
rajada, munições de diversos calibres, quatro tabletes de crack, 11 tabletes de
cocaína, quatro tabletes de maconha, porções de maconha prontas para
distribuição, cinco mil comprimidos de ecstasy, 14 aparelhos celulares, uma
motocicleta, balança, materiais utilizados para acondicionamento de drogas e
dinheiro em espécie.
A
estimativa é de que o material apreendido, entre armas e entorpecentes, alcance
cerca de R$ 1 milhão.
Todo
o material recolhido será submetido a perícias técnicas, e as investigações
seguem em andamento. A análise dos objetos apreendidos e dos elementos
coletados durante a operação poderá gerar novos desdobramentos investigativos e
diligências para identificar outros envolvidos no esquema criminoso.
A
operação mobilizou cerca de 120 policiais civis, com equipes do Denarc, da
Diretoria de Polícia do Interior Leste (Dirpin/Leste), da 1ª Coorpin, do
Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à
Lavagem de Dinheiro (Draco), do Departamento Especializado de Investigações
Criminais (Deic), do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoas (DHPP), e
do Grupo de Apoio Técnico e Tático à Investigação (Gatti/Sertão).