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Quatro acusados por triplo homicídio preso durante a Operação Tríade foram encaminhados para o presidio

Após intenso trabalho investigativo da Delegacia de Homicídios, quatro investigados são presos em operação realizada nesta sexta-feira (16). Quinto investigado permanece foragido.

A Polícia Civil da Bahia, por meio da Delegacia de Homicídios de Feira de Santana (DH/FSA), deflagrou, na manhã desta sexta-feira (16), a OPERAÇÃO TRÍADE, que resultou na prisão de quatro investigados pelo triplo homicídio que vitimou Danilo Asafe de Freitas Carneiro, Bruno de Freitas Carneiro e Wescley Conceição de Jesus, ocorrido em 11 de julho de 2026, em Feira de Santana.



A operação é resultado de um minucioso e contínuo trabalho de investigação desenvolvido pela Delegacia de Homicídios, que, desde a ocorrência dos crimes, realizou diversas diligências para esclarecer a dinâmica das execuções, identificar os envolvidos e individualizar a participação de cada investigado.

Com base no conjunto probatório reunido pela Polícia Civil, a Justiça decretou a prisão preventiva de cinco investigados, acolhendo a representação formulada pela autoridade policial, com parecer favorável do Ministério Público.

Quatro mandados de prisão preventiva foram cumpridos na manhã de sexta-feira (16). Três investigados foram localizados e presos no bairro Queimadinha, enquanto o quarto, apontado como uma das lideranças operacionais do grupo criminoso, foi capturado em um condomínio residencial no bairro Mangabeira.

Todos os presos foram conduzidos à Delegacia de Homicídios de Feira de Santana, onde foram adotadas as providências legais cabíveis.

DINÂMICA DO TRIPLO HOMICÍDIO

As investigações apontaram que os assassinatos foram praticados no contexto da atuação de integrantes de uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas, com atuação no bairro Queimadinha.

Conforme apurado, uma das vítimas foi atraída para uma oficina mecânica, onde acabou rendida, amarrada, agredida e submetida a interrogatório por integrantes do grupo criminoso. Mediante violência e ameaças, os envolvidos obtiveram informações sobre a localização das outras duas vítimas.

Na sequência, os criminosos invadiram uma residência, renderam as outras duas vítimas e as mantiveram sob ameaças, enquanto buscavam informações relacionadas a conflitos entre grupos criminosos.

Após deliberação de integrantes da organização, as três vítimas foram executadas. Uma delas foi levada para uma área de mata, morta a tiros e teve o corpo incendiado. As outras duas foram retiradas da residência e executadas na região da Travessa Intendente Abdon, no bairro São João, sendo que uma morreu no local e a outra no Hospital Geral Clériston Andrade.

A investigação identificou a atuação de diferentes integrantes do grupo criminoso, com funções relacionadas à liderança, captura, manutenção das vítimas em cárcere, ameaças e participação nas execuções.

INVESTIGAÇÃO E RESPONSABILIZAÇÃO

O trabalho desenvolvido pela Delegacia de Homicídios permitiu reconstruir a sequência dos acontecimentos, identificar os principais investigados e reunir elementos que fundamentaram a representação pelas prisões preventivas.

A decisão judicial reconheceu a existência de indícios suficientes de autoria e a necessidade das prisões para garantia da ordem pública e preservação da instrução criminal, diante da gravidade dos fatos e dos elementos relacionados à atuação de organização criminosa.

Dos cinco investigados que tiveram a prisão preventiva decretada, quatro foram capturados nesta sexta-feira. O quinto, Eduardo Costa Fonseca Neto, conhecido como "2D", permanece foragido.

As diligências continuam com o objetivo de localizá-lo e dar integral cumprimento à decisão judicial.

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