A Polícia Civil do Estado da Bahia, por intermédio da Delegacia Territorial de Rafael Jambeiro, informa que um dos indivíduos apontados como suspeito de participação no triplo homicídio ocorrido no município de Rafael Jambeiro, Ícaro de Oliveira Barros, vulgo “Bubu”, foi localizado morto no município de Itapecerica da Serra, no Estado de São Paulo.
A vítima foi encontrada decepada, circunstância que está sendo objeto de apuração pelas autoridades policiais paulistas responsáveis pela investigação do caso.
Após intenso intercâmbio de informações entre a Delegacia Territorial de Rafael Jambeiro e a unidade policial responsável pela investigação em Itapecerica da Serra/SP, foi possível confirmar a identidade da vítima como sendo Ícaro de Oliveira Barros, vulgo “Bubu”, indivíduo que figurava entre os suspeitos investigados pela Polícia Civil da Bahia em razão do triplo homicídio ocorrido em Rafael Jambeiro.
Ressalta-se que, após a prática do referido crime e diante das intensas diligências empreendidas pela Polícia Civil da Bahia com o objetivo de localizar e capturar os envolvidos, “Bubu” teria deixado o município de Rafael Jambeiro, deslocando-se para o Estado de São Paulo, onde passou a permanecer na tentativa de se furtar à responsabilização pelos fatos investigados.
O crime que motivou as diligências policiais resultou na morte de três pessoas, entre elas uma criança, circunstância que conferiu especial gravidade ao episódio e mobilizou as forças de segurança na busca pela identificação, localização e responsabilização dos envolvidos.
A partir do compartilhamento de informações entre as instituições policiais dos Estados da Bahia e de São Paulo, a Polícia Civil paulista passou a considerar, entre as linhas investigativas, a possibilidade de que a morte de Ícaro de Oliveira Barros esteja relacionada a represálias decorrentes de sua suposta participação no triplo homicídio praticado em Rafael Jambeiro.
Ações policiais e mortes de suspeitos
A busca pelos envolvidos na tragédia mobiliza diversas forças de segurança. O primeiro acusado a morrer foi um homem conhecido como “Chaveiro”, executado no bairro do Itaigara, em Salvador. Sua participação no crime foi confirmada após o cruzamento de dados entre a polícia da capital e o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Posteriormente, no dia 23 de setembro, Lielson da Conceição Nascimento, de 26 anos, foi localizado durante operação conjunta da Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (DTE) com a Rondesp Leste. Com mandados de prisão temporária e de busca em aberto, ele tentou escapar por uma área de mata no distrito de Tiquaruçu, em Feira de Santana. Encurralado em uma estrada vicinal após buscas que se estenderam até a noite, o homem reagiu à abordagem, foi baleado no confronto e morreu após ser socorrido ao Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA).
Disputa pelo tráfico vitimou família
A chacina ocorreu na noite de quinta-feira, 18 de setembro. As apurações indicam que a invasão armada foi motivada por disputa territorial pelo controle do tráfico de drogas na região. O alvo principal do bando era Roberval Lima Araújo, apelidado de “Robinho”, de 32 anos, integrante de uma facção rival.
Durante a invasão ao imóvel, os atiradores executaram o alvo principal e outro homem não identificado, conhecido como “Palhaço”. Em seguida, efetuaram diversos disparos contra os familiares inocentes que estavam na residência.
A pequena Maria Eduarda Alexandrina Araújo, de apenas 2 anos, foi atingida pelas costas no quarto e não resistiu aos ferimentos. A mãe da criança e outros três filhos do casal — de 1, 4 e 6 anos — também foram baleados, mas sobreviveram e receberam atendimento médico em hospitais de Feira de Santana.

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