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SEDESO esclarece morte de venezuelano em Casa de Acolhimento e não em colégio

 

A Secretária Municipal de Desenvolvimento Social (Sedeso), Gerusa Sampaio, durante uma entrevista concedida ao jornalista Denivaldo Costa, na Rádio Subaé, na manhã desta quinta-feira (2), esclareceu que o espaço utilizado para acolhimento de refugiados no município não funciona como um colégio, e sim como uma estrutura emergencial. Ela desfez os equívocos sobre a função do imóvel, que no passado abrigou uma instituição de ensino: “Então ali não funciona uma escola, um colégio, nada disso, ali é uma casa de passagem, só que o local foi cedido, no caso, que funcionava antes uma escola”, explica Gerusa.



Um jovem de 29 anos, de nacionalidade venezuelana, identificado como Moreno Rattia Perez, morreu na tarde de ontem (1º) no Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA). Ele estava internado após sofrer uma queda de um muro de aproximadamente dois metros de altura na terça-feira (30), no antigo Colégio Municipal Coriolano Carvalho, localizado na Rua Humaitá, no bairro Sobradinho, em Feira de Santana — espaço que na realidade funciona como uma casa de passagem cedida pelo Município.

O venezuelano foi socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) apresentando ferimento na cabeça. Até o momento, as circunstâncias que o levaram ao topo do muro seguem sendo detalhadas.

Geruza Detalha a Fatalidade

A declaração da secretária foi dada ao detalhar a situação do local após a fatalidade registrada na madrugada, quando o homem venezuelano abrigado no espaço acabou morrendo. Segundo Gerusa Sampaio, o acolhido conseguiu burlar a vigilância interna após consumir bebida alcoólica dentro do quarto e acabou sofrendo graves lesões ao tentar evadir-se do local:

“Infelizmente, esse senhor, na madrugada, sem que os orientadores percebessem, dentro de um quarto, ele se embriagou. E quem tem compulsividade à bebida e começa a beber, é difícil parar. Então, ele escapuliu, procurou um lugar no muro, escuro, que ninguém visse, na madrugada, e pulou esse muro. No que ele pulou, ocorreu essa fatalidade dessa fratura, desse TCE e, infelizmente, ele evoluiu a óbito”.

O fato da morte do homem gerou grande repercussão, uma vez que o impacto da queda resultou em um Traumatismo Cranioencefálico (TCE) e em fraturas graves. Ele chegou a ser encaminhado para atendimento médico hospitalar devido à severidade do seu quadro clínico, mas, diante das complicações das lesões sofridas na queda do muro, não resistiu e o hospital confirmou o óbito.

 

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