A Polícia Civil da Bahia cumpriu, nesta terça-feira (16),
mais um mandado de prisão preventiva no âmbito da Operação Gênesis, elevando
para 23 o número de investigados alcançados pela ofensiva policial. O alvo, um
homem de 32 anos, foi localizado em uma maternidade no bairro do Pau Miúdo, em
Salvador.
De acordo com as investigações, o suspeito ocupava posição estratégica na estrutura da organização criminosa, atuando em múltiplas frentes, desde a logística do tráfico de drogas até a participação em ações violentas promovidas pelo grupo.
Os elementos reunidos ao longo das apurações apontam que ele era um dos responsáveis por coordenar a distribuição de entorpecentes, controlar a logística de abastecimento e gerenciar o acesso a locais utilizados para armazenamento de drogas. As investigações também indicam que exercia funções de comando sobre integrantes subordinados, autorizando liberações de entorpecentes e repassando orientações operacionais aos demais membros da organização.
Além da atuação operacional, o investigado integrava o núcleo financeiro do grupo criminoso. Conforme apurado, era encarregado de recolher valores provenientes do tráfico de drogas e repassá-los a integrantes de escalões superiores da organização. Também realizava cobranças de dívidas relacionadas ao comércio de entorpecentes e recebia regularmente transferências bancárias oriundas das vendas realizadas por traficantes vinculados ao grupo.
As investigações apontam ainda que o homem integrava o chamado braço armado da organização criminosa, participando de ataques contra grupos rivais e de ações destinadas à expansão territorial da facção criminosa.
A Operação Gênesis foi deflagrada pela Polícia Civil da Bahia após dois anos de investigação conduzida pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), por meio da Coordenação de Operações e Inteligência (COI).
A Polícia Civil da Bahia deflagrou, nas primeiras horas
desta terça-feira (16), a Operação Gênesis, com o objetivo de desarticular uma
organização criminosa investigada por envolvimento em pelo menos 15 homicídios
registrados entre os anos de 2025 e 2026. Os crimes estão relacionados a
disputas territoriais e ao controle do tráfico de drogas, com atuação
predominante nos bairros de Águas Claras e Cajazeiras V, em Salvador.
As investigações conduzidas pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), por meio da Coordenação de Operações e Inteligência (COI), apontam que a organização possui atuação estruturada e elevado grau de violência. As apurações indicam que os homicídios investigados não se tratam de fatos isolados, mas integram uma estratégia criminosa voltada à disputa pelo controle do tráfico de drogas na região.
A ofensiva tem como foco a desarticulação de lideranças, gerentes financeiros e executores da organização criminosa, buscando interromper o ciclo de violência armada que afeta comunidades baianas e consolidar elementos de autoria relacionados às execuções atribuídas ao grupo.
As medidas judiciais são cumpridas nos bairros de Águas Claras, Sussuarana e Nova Sussuarana, na capital baiana, além dos municípios de Lauro de Freitas e Retirolândia. A operação também alcança os estados do Rio de Janeiro, nas cidades de Nova Iguaçu e Macaé, e de Santa Catarina, nos municípios de Camboriú e Itapema.
Segundo os elementos reunidos ao longo das investigações, o grupo utilizava armamento de alto poder ofensivo, monitoramento permanente das forças de segurança e execuções sistemáticas de integrantes de grupos rivais e de pessoas apontadas como opositoras aos interesses da organização.



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