Apesar de ser o maior entroncamento rodoviário do Norte/Nordeste e funcionar como rota obrigatória para o transporte de combustíveis, gases e produtos químicos, provenientes de polos industriais e portuários, Feira de Santana ainda não possui uma estrutura logística específica e adequada para o estacionamento de veículos transportadores de tais produtos perigosos. Preocupado com o problema, o vereador Pedro Américo (Cidadania) está sugerindo que a Prefeitura realize estudos técnicos visando a implantação de um Pátio Municipal Segregado para Estacionamento, Triagem e Controle de Veículos de Cargas Perigosas.
Os estudos, conforme propõe o edil em indicação enviada ao prefeito José Ronaldo, deve ser feito por meio das Secretarias Municipais de Mobilidade Urbana (SEMOB), Planejamento (SEPLAN), Meio Ambiente (SEMMAM) e da Superintendência de Trânsito (SMT). Conforme explica ele, a criação de um pátio segregado é uma medida de antecipação a possíveis tragédias e a forma mais adequada para proteger a vida da população.
Atualmente, alerta Pedro Américo, veículos carregados com substâncias inflamáveis e tóxicas estacionam de forma improvisada nas vias públicas feirenses, próximos a residências e estabelecimentos comerciais. Um eventual acidente com este tipo de carga não é comum, ressalta. Mas, caso ocorra, tem potencial para explosões, incêndios de grandes proporções e contaminações irreparáveis. “Uma cidade com vocação logística, do porte de Feira, não pode mais conviver com o improviso”, diz.
Em razão disso, o vereador defende que o Município implante um pátio exclusivo, obrigatoriamente afastado de zonas residenciais, adensamentos comerciais e escolas. O equipamento deve ser dotado de protocolos de segurança ambiental e preparado para dar resposta a emergências (brigada de incêndio, monitoramento 24h, sinalização de riscos e área isolada para transbordo de cargas, em caso de sinistro). Ainda, precisa ter acesso direto a rodovias, a fim de evitar a circulação desses veículos em vias urbanas comuns. “Assumir o controle sobre o repouso e a triagem desse tipo de transporte é um passo decisivo para um planejamento urbano moderno e resiliente. Assim, se transformará o risco em uma operação monitorada e segura”, observa Pedro Américo.
ESTACIONAMENTO DE CAMINHÕES
Com raciocínio semelhante, outra indicação encaminhada ao Governo Municipal, sugere a realização de estudo técnico para implantação de um Pátio Municipal de Triagem e Estacionamento de Caminhões (PTE-C), integrado ao sistema de transporte coletivo urbano. Disponibilizando serviços de apoio ao caminhoneiro e linhas de transporte alimentadoras, esta área pública estratégica poderá ajudar no ordenamento logístico e na redução de conflitos urbanos em áreas residenciais do Município, ressalta o ofício.
“O adensamento populacional em eixos logísticos gerou atritos entre moradores e caminhoneiros. E a falta de um local de triagem força o estacionamento irregular em vias locais, comprometendo o sossego público e a integridade da malha viária urbana”, diz Pedro Américo. A ideia, além de apontar uma solução estrutural para retirar o tráfego pesado do interior dos bairros, garante ao motorista um deslocamento seguro e acessível até a sua residência, mantendo o veículo de carga adequadamente em local vigiado e fora das vias públicas, reforça ele.
Foto: site www.prologapp.com

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