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Operação Duas Rosas II captura mais três integrantes de facção e apreende fuzil, pistola e rádios no RJ

A Operação Duas Rosas II, deflagrada no início da manhã de segunda-feira (20), na comunidade do Vidigal, no Rio de Janeiro, capturou mais três integrantes de uma facção. Com os criminosos foram apreendidos um fuzil, uma pistola, carregadores, munições, rádios comunicadores e roupas camufladas.



A ação integrada, realizada pela Secretaria da Segurança Pública, Ministério Público e Polícias Civis da Bahia e do RJ alcançou também uma foragida da Justiça, responsável pela lavagem de dinheiro da facção. O grupo investigado atua no Extremo Sul da Bahia e tem envolvimento com tráficos de drogas e armas, mortes violentas, corrupção de menores, roubos, entre outros delitos.



Equipes da Bahia e do RJ seguem no terreno à procura de traficantes que conseguiram escapar por uma área de mata fechada.

A Operação

Operação integrada do Ministério Público da Bahia (MPBA), Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA) e Polícias Civis baiana e carioca foi deflagrada nesta segunda-feira, dia 20, contra lideranças de organização criminosa do sul da Bahia, que estavam escondidas na comunidade do Vidigal, no Rio de Janeiro.



Durante a ação, foi presa uma da principais operadoras financeiras da facção baiana Primeiro Comando de Eunápolis (PCE), ligada ao Comando Vermelho. Núbia Santos Oliveira é esposa da Wallas Souza Soares, conhecido como ‘Patola’, um dos líderes da facção junto com Ednaldo Pereira dos Santos, conhecido como ‘Dada’. Ela é investigada por lavagem de dinheiro e possuía dois mandados de prisão em aberto por tráfico de drogas e homicídio. Também foi preso um homem em flagrante, armado com um fuzil, e apreendidas a arma e drogas. 

Investigação e monitoramento

A deflagração da operação é resultado de um trabalho contínuo e integrado de investigação e monitoramento do MPBA e as forças de segurança pública da Bahia e do Rio de Janeiro, cujo objetivo é a captura de 13 detentos que fugiram do Conjunto Penal de Eunápolis em dezembro de 2024, e que se encontram desde então no Rio de Janeiro, sob a proteção do Comando Vermelho. 

As investigações apontam que os alvos da operação, mesmo foragidos, continuam exercendo papel de liderança e comando à distância, articulando ações criminosas e mantendo vínculos com o tráfico de drogas e outros delitos. O monitoramento e as investigações continuarão de forma permanente até a captura de todos os fugitivos.

Ex Deputado Preso

 


O ex-deputado federal Uldurico Alencar Pinto, conhecido como Uldurico Júnior, foi preso preventivamente na última quinta-feira, 16 de abril de 2026, durante a Operação Duas Rosas. A investigação, conduzida pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), apura o envolvimento do político em um esquema criminoso que facilitou a fuga de 16 detentos do Conjunto Penal de Eunápolis em dezembro de 2024.


O Esquema e a Delação Premiada

A peça central das investigações é a delação premiada de Joneuma Silva Neres, ex-diretora da unidade prisional. Atualmente em prisão domiciliar, Joneuma revelou detalhes sobre a operação:

  • Negociação Milionária: Segundo a delação, Uldurico Júnior teria negociado o recebimento de R$ 200 mil em dinheiro vivo.
  • Facilitação da Fuga: Joneuma afirmou que agiu a mando do ex-deputado, facilitando a saída dos detentos, entre eles Ednaldo Pereira de Souza, vulgo "Dadá", líder da facção Primeiro Comando de Eunápolis (PCE).
  • Encontros no Presídio: As investigações indicam que Uldurico e Joneuma se reuniram diversas vezes dentro do presídio para articular o plano com chefes de facções.

Relações Pessoais e Políticas

A trama revela uma mistura de interesses políticos e ligações pessoais:

  • Nomeação Estratégica: Joneuma teria sido indicada ao cargo de diretora por influência direta de Uldurico Júnior.
  • Vínculo Afetivo: Em seu depoimento, a ex-diretora afirmou ter mantido um relacionamento amoroso com o ex-deputado e alega que ele é o pai de sua filha, nascida em 2025 enquanto ela estava sob custódia. A defesa de Uldurico nega as acusações e solicitou um exame de DNA.
  • Citação a Terceiros: A delação menciona outros nomes da política baiana, como Geddel Vieira Lima, que supostamente receberia R$ 1 milhão no esquema.

Situação Atual

Uldurico Júnior foi transferido no último sábado para uma cela comum no Complexo Penitenciário Lemos Brito, em Salvador. A defesa do ex-parlamentar nega qualquer envolvimento nos crimes, classificando as acusações como infundadas. Dos 16 presos que fugiram em 2024, 13 continuam foragidos até o momento.

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