O tempo pode ser um obstáculo para a investigação, mas não é
mais motivo para o esquecimento na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa
(DHPP) de Feira de Santana. Sob a gestão do delegado Gustavo Coutinho, a
unidade deu início a uma força-tarefa para sanear um passivo de 1.200
inquéritos abertos entre 2012 e 2021 que estavam paralisados ou aguardando
diligências.
Desde que assumiu a titularidade em outubro de 2023,
Coutinho decidiu enfrentar o acúmulo de processos que, em gestões anteriores,
acabavam preteridos em favor de crimes mais recentes e de mais fácil
elucidação.
“Desde que assumi a titularidade… eu tenho dado prioridade
também aos inquéritos antigos”, afirmou o delegado ao repórter Denivaldo Costa
O trabalho atual foca na realização de oitivas de familiares
e testemunhas citadas em processos antigos.
Muitas famílias já não acreditavam mais na movimentação dos
processos devido ao longo tempo de espera.
A delegacia utiliza um grupo de estagiários para auxiliar na
localização e intimação dessas pessoas.
A grande mudança no fluxo de trabalho veio com a tecnologia.
Atualmente, 100% dos inquéritos da DHPP estão digitalizados, após a migração
para o sistema de Processo Judicial Eletrônico (PJE). Esse avanço permite que a
delegacia envie à Justiça uma média de 50 a 60 inquéritos por mês.
A unidade foi dividida para garantir que os crimes atuais
não fiquem desassistidos: enquanto os delegados adjuntos focam nos casos de
2021 em diante, Coutinho coordena pessoalmente o estoque histórico, que já teve
os anos de 2012 a 2015 encaminhados.
Mesmo admitindo que a falta de material humano no passado
comprometeu o tempo das investigações, o delegado Gustavo Coutinho faz um apelo
para que a sociedade ajude a reabrir caminhos para a justiça.
“Qualquer pessoa que tenha alguma informação nova… pode e
deve comparecer aqui que a gente vai pegar o inquérito e vai rever”, convocou o
titular da DHPP.
A DHPP reforça que, mesmo em casos onde o suposto autor já
faleceu, a investigação prossegue para confirmar a autoria e evitar que
verdadeiros criminosos continuem soltos.
Fonte Central de Polícia

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