A Polícia Federal de Feira de Santana e o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas do Ministério Público da Bahia (GAECO) deflagram, na manhã desta sexta-feira (6/3), a Operação Amêndoa Negra, com o objetivo de cumprir mandados judiciais decorrentes de investigação relativa a fraudes cometidas contra a Caixa Econômica Federal e outras instituições bancárias.
A
investigação contou com o apoio da Centralizadora Nacional de Segurança e
Prevenção a Fraude (CEFRA) da Caixa Econômica Federal e detectou que foram
abertas 17 contas bancárias em agências das cidades de Conceição do Coité/BA,
Prado/BA, Valença/BA e São Paulo/SP, com a utilização de documentos falsos,
tendo o único intuito de obter recursos através de empréstimos fraudulentos.
Apurou-se,
até agora, que os envolvidos faziam diversos empréstimos através das contas
bancárias fraudadas, causando um prejuízo que ultrapassa a cifra de R$ 500 mil
para as instituições bancárias. A Polícia Federal passou a seguir o destino
dado ao dinheiro que entrava nas contas bancárias abertas com documentos falsos
e identificou parte do grupo beneficiado com as fraudes.
Na
data de hoje, estão sendo cumpridos dez mandados de busca e apreensão, sendo
nove na cidade de Itabuna/BA e um em Entre Rios/BA, além de dois mandados de
prisão preventiva também em Itabuna, todos expedidos pela 17ª Vara Federal da
Seção Judiciária de Salvador/BA.
O
nome “Amêndoa Negra” foi escolhido em razão de sua associação simbólica com o
processo de ocultação, característica marcante da atuação do grupo investigado.
A amêndoa, apesar de possuir um interior claro e vulnerável, é protegida por
uma casca rígida e escura, que dificulta seu acesso. Essa metáfora representa,
no contexto criminal, o modo como a organização estruturou suas fraudes
bancárias: utilizando camadas de dissimulação, contas de passagem, laranjas e
mecanismos artificiais de proteção para ocultar a origem e o destino dos
valores ilícitos.
Os
investigados poderão responder pelos crimes de associação criminosa,
estelionato e lavagem de dinheiro.

Nenhum comentário:
Postar um comentário