A Operação Falsas Promessas 3, deflagrada nesta quarta-feira
(11) pela Polícia Civil da Bahia, suspendeu as atividades de um camarote no
Carnaval de Salvador, bloqueou R$ 230 milhões e apreendeu uma aeronave avaliada
em mais de R$ 10 milhões durante ação contra uma organização criminosa
investigada por lavagem de dinheiro. No inquérito, foram identificados indícios
de que o camarote era utilizado para ocultação e dissimulação de recursos
provenientes da exploração ilegal de rifas realizadas pela internet. Diante dos
elementos reunidos, a Justiça determinou a suspensão imediata das atividades do
espaço às vésperas do Carnaval.
A ação é realizada pelo Departamento de Repressão e Combate
ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco), com apoio da Coordenação
de Operações e Recursos Especiais (Core) e do Serviço Aeropolicial (Saer).
De acordo com o diretor do Draco, delegado Fábio Lordello, a
operação reforça a atuação estratégica da Polícia Civil da Bahia no
enfrentamento ao crime organizado e à lavagem de dinheiro, com foco na
interrupção de atividades ilícitas. “O grupo operava um esquema estruturado de
lavagem de capitais por meio de empresas de fachada, intermediadoras de
pagamento e pessoas interpostas, movimentando valores incompatíveis com
atividades lícitas declaradas. As conexões financeiras do esquema seguem sob
aprofundamento investigativo”, afirmou.
A operação cumpre mandados de busca e apreensão contra 13
investigados nas cidades de Feira de Santana, São Bernardo do Campo (SP), São
Paulo, Salvador e Camaçari. O objetivo é recolher dispositivos eletrônicos,
documentos e outros elementos de interesse probatório. Além do bloqueio de
capitais dos investigados, foi apreendida uma aeronave particular apontada como
produto dos crimes investigados e utilizada para facilitar a mobilidade e a
ocultação patrimonial dos envolvidos.


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