O advogado criminalista, Marcos
Silva, presidente da Comissão de Direito Criminal da OAB subseção Feira de Santana,
fala sobre atuação do criminalista em referência ao olhar da sociedade
brasileira. “O primeiro desafio do advogado criminalista é ser visto não como
Defensor de ‘bandidos’, mas como Defensor de direitos, porque em última
instância, quem está ali ao lado de uma pessoa acusada de algum crime, no
último degrau da escada, é o advogado criminalista”, explica Marcos.
| O advogado criminalista, Marcos Silva, presidente da Comissão de Direito Criminal da OAB subseção Feira de Santana |
O criminalista falou ainda
que: “Quando todos viram a cara, as vezes até a família, é o advogado
criminalista que está ali lutando pela aplicação escorreita da lei. Não somos
defensores de crimes, mas lutamos pela justa aplicação na lei. No final do ano
de 2021 estivemos diante de uma decisão teratológica, refiro-me mais
especificamente a decisão do STF no caso da boate kiss, em que agrediu-se a
regra do jogo, inovou na ordem jurídica”.
“Essa decisão do STF expõe uma
ferida há muito tempo aberta na forma que uma parte do judiciário vem
decidindo. Um dos pilares de sustentação do Sistema Penal Brasileiro é o
princípio da Inocência, princípio este corriqueiramente violado por decisões
judiciais. Costuma-se presumir a culpabilidade daqueles acusados de crimes,
mormente quando trata-se de crimes graves e com repercussões midiáticas”,
indagou Silva.
Marcos informa também que: “Esses
que citamos acima são alguns dos desafios do advogado criminalista em 2021. A
advocacia criminal exige um profissional aguerrido, comprometido com a demanda
dos seus clientes, que não se acovarda frente aos obstáculos, mas que luta, que
não se dar por vencido quando uma decisão é negativa ao seu pleito, mas que
acima de tudo: é firme e respeitoso na defesa dos direitos dos clientes”,
finalizou o advogado criminalista Marcos Silva.
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