Policiais do Serviço de Investigação da Delegacia de Homicídio e Proteção a Pessoa (DHPP), sob o comando do delegado Gustavo Coutinho, prenderam ainda na manhã desta terça-feira (09), três pessoas envolvidas na morte do mototaxista por aplicativo Rafael de Jesus Freitas. Um quarto encontra-se foragido. O crime bárbaro teria sido praticado por conta de um valor de R$ 10 mil, referente à venda de uma motocicleta.
O delegado Gustavo Coutinho, disse que o assassinato ocorreu
na noite de segunda-feira (8), por volta das 22h, em uma estrada no bairro
Mantiba, sendo que, o corpo só foi encontrado nas primeiras horas da manhã
desta terça-feira (9), por volta das 6h. Os documentos, a motocicleta e o
celular da vítima foram levados pelos criminosos.
Arquitetura do Crime
O crime foi registrado como latrocínio (roubo seguido de
morte), já que roubaram a motocicleta, o aparelho celular e os documentos da vítima.
“O antigo dono da motocicleta foi quem arquitetou o plano para tirar a vida do
motociclista, na companhia dos demais suspeitos. Rafael trabalhava como Uber,
era uma pessoa trabalhadora”, explicou o delegado.
Gustavo Coutinho disse ainda que: “Durante o levantamento cadavérico
onde iniciamos os trabalhos investigativo, entramos em contato com a família e
descobrimos que a moto estava no nome de outra pessoa, e de imediato senti que
deveria ir à casa desse indivíduo para colher informações o que tinha
acontecido e ao chegarmos à casa dele (principal suspeito), descobrimos a moto
no local, já desarmada”.
“Várias peças já tinham sido retiradas, inclusive o rastreador
da moto. O mandante (antigo proprietário da moto) e um amigo que estava na
residência foram encaminhados para a delegacia para poderem prestar
esclarecimento, porém, durante o interrogatório, os dois entraram inúmeras
contradições e descobrindo toda a farsa que eles planejaram para atrair a vítima
com o matador para subtrair a motocicleta”, indaga Gustavo Coutinho.
O delegado segue: “Durante as investigações descobriu que o
mandante teria vendido a motocicleta, uma Titã 125 de cor vermelha, à vítima,
pelo valor de R$ 10 mil de entrada, e Rafael assumiria o restante das
prestações da moto. Mas, após um período, o mandante decidiu comprar uma outra
motocicleta, uma XRE seminova, porém logo se arrependeu, e queria a Titã de
volta, sendo que, para isso teria que devolver os R$ 10 mil da entrada a Rafael”.
O Plano
Gustavo Coutinho disse mais que: “Ao invés de devolver os R$
10 mil, para Rafael, ele teve outra ideia com o amigo. Armaram um plano para
atrair a vítima, executá-la, pegar a moto de volta, e como o bem já se
encontrava no nome dele, ai, ele iria rodar normalmente com a moto sem precisar
pagar o dinheiro de volta ao mototaxista Rafael.”
“Então, ele achava que para despistar a polícia, planejou
que iria aguardar um tempo até que o crime ‘esfriasse’. Enquanto isso, a moto
ficaria desmontada e guardada e o chassi, seria jogado fora, ou seja, dispensado
em algum ponto da cidade. No plano deles, a polícia iria encontrar esse chassi,
levar para a delegacia e depois ele se apresentaria dizendo ser o proprietário
da moto. E com isso, pegaria o chassi de volta e ficaria rodando com a moto
legalizada.”.
O antigo proprietário da moto contratou um matador, pelo
valor de R$ 3 mil. Ele conseguiu atrair a vítima para a Mantiba. Os três
indivíduos foram autuados em flagrante, confessaram o crime, todos confessaram
suas participações. Porém, a arma (revolver de calibre 38), utilizada no crime
ainda não foi encontrada, e também, o quarto envolvido no crime, está foragido











