Cinco
advogados dos 10 que foram alvos da Operação Sintonia de Gravata, que tem como
objetivo desarticular um esquema que envolve facções com atuação no sistema
prisional da Bahia, tiveram as prisões convertidas em preventivas após
audiências de custódias realizadas no domingo (5).
As
audiências de custodias dos advogados, Izabela da Silva de Oliveira, Luã Santos
da Costa, Maria Mariana Batista de Oliveira, Ícaro Cardoso Viana e Tamires
Felix Alves Silva foram realizadas em Salvador. Com o resultado, os cinco
deixaram o Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao
Narcotráfico (Denarc) e foram encaminhados ao sistema prisional.
Ainda
não há informações sobre os resultados das audiências de custódias dos outros
advogados.
Atuações
dos Advogados:
Maria
Tereza Novaes Martins - Atuaria em favor de Victor de Freitas Silva, conhecido
como "Da Jega", um dos chefes da organização criminosa Comando
Vermelho (CV), com atuação em Feira de Santana.Izabela da Silva de Oliveira - Atuaria
em favor de Averaldo Ferreira da Silva Filho, conhecido como
"Averaldinho". Ele é integrante e um dos chefes da organização
criminosa Bonde do Maluco (BDM), com atuação principal na cidade de Salvador.
Luan
Mascarenhas de Souza - Atuaria em favor de Francisleno de Jesus Nunes,
conhecido como "Su, Coroa ou Mineiro". Os crimes pelos quais ele
responde não foram detalhados.
Ícaro
Cardoso Viana - Atuaria em favor de Gleidson Bomfim do Nascimento, Ademilton
Mercês Alves e Décio Douglas Silva Oliveira. Esse último é conhecido como
"Vaqueiro", um dos chefes do BDM.
Luã
Santos da Costa - Atuaria em favor de Leandro da Conceição Santos Fonseca,
conhecido como "Léo Gringo", um dos chefes do BDM na Bahia, e de
Wesley Willian Alves dos Santos. No caso desse último, não foram detalhados os
crimes pelos quais ele responde.
Fernanda
Oliveira Borges - Atuaria em favor de Marlos Araújo Souza Junior, conhecido
como "Bolão, CRM, JR". Ele é vinculado à organização criminosa
Terceiro Comando Puro (TCP), com atuação principal em Senhor do Bonfim, no
norte da Bahia.
Tamires
Felix Alves Silva- Atuaria em favor de Décio Douglas Silva Oliveira, o
"Vaqueiro", do BDM.
Maria
Mariana Batista de Oliveira - Atuaria em favor de Fabio Santana Oliveira,
conhecido como "Panda" e apontado como um dos chefes do CV, com
atuação principal na região de Capim Grosso; de José Lucas Silva Rocha, o
"Índio", integrante do CV, com atuação na cidade de Eunápolis, no
extremo sul; e Victor de Freitas Silva, o "Da Jega", um dos chefes da
facção em Feira de Santana.
Raiza
da Silva - Fez a defesa de Ian Pedro Santos, chefia do Comando Vermelho da
cidade de Casa Nova.
Joanderson
Almeida dos Santos - Também advogado de Leandro da Conceição Santos Fonseca,
conhecido como "Léo Gringo".
Informações
G1.Bahia
A
Operação
O
Ministério Público do Estado da Bahia em ação integrada com as Secretarias
Estaduais de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap) e Secretaria
de Segurança Pública (SSP), e a Polícia Civil da Bahia deflagrou, na manhã
desta sexta-feira, dia 3, a operação intitulada ‘Sintonia de Gravata’ voltada
ao enfrentamento de facções criminosas com atuação no sistema prisional. Ao
todo, foram cumpridos 22 mandados de prisão preventiva em seis municípios
baianos.
A
ação investiga a atuação de grupos criminosos envolvidos em tráfico de drogas,
aquisição, circulação, posse e guarda de armas de fogo de facções, além da
articulação entre integrantes custodiados e agentes em liberdade. Também foram
cumpridos 15 mandados de busca e apreensão expedidos pela 1ª Vara Criminal da
Comarca de Eunápolis, com diligências nos municípios de Serrinha, Salvador,
Camaçari, Barreiras, Feira de Santana e Lauro de Freitas.
Durante
o cumprimento das medidas judiciais, foram apreendidos notebooks, celulares e
documentos diversos que poderão contribuir para o aprofundamento das
investigações e para a identificação da eventual participação de outros
envolvidos.
No
âmbito das medidas cautelares deferidas judicialmente, foi determinada a
indisponibilidade de ativos financeiros dos investigados, até o limite mínimo
de R$ 10 milhões, além do bloqueio de veículos, bens imóveis, embarcações e
aeronaves dos investigados, com o objetivo de impedir a movimentação de
recursos vinculados às atividades ilícitas.













