O
ex-vereador e ex-chefe de gabinete de Santo Estêvão, George Passos de Santana,
conhecido como George Breu, está sendo julgado no Fórum Desembargador Filinto
Bastos, em Feira de Santana. Ele sentou no banco dos réus na manhã de ontem (quinta-feira
(23). Ele é acusado de matar a tiros a esposa, a biomédica Jéssica Regina
Macedo Carmo, grávida de nove meses, além de provocar o aborto sem o
consentimento da vítima.
O
julgamento pelo Tribunal do Júri ocorre desde ontem após ter sido adiado em
abril devido a irregularidades no sorteio dos jurados alegadas pela defesa. Hoje
é o segundo dia que pode encerrar ou pode finalizar amanhã. A sessão está sendo
presidida pela juíza Márcia Simões Costa, titular da Vara do Júri da Comarca de
Feira de Santana. O veredito, ou seja, a condenação, caberá ao Conselho de
Sentença, composto por sete jurados, que decidirão pela condenação ou
absolvição do réu
O
crime ocorreu em 5 de fevereiro de 2022, na residência do casal em Santo
Estêvão. Jéssica foi socorrida pelo próprio acusado e levada ao Hospital Doutor
João Borges de Cerqueira, mas nem ela nem o bebê resistiram aos ferimentos. O
ex-parlamentar está custodiado no Conjunto Penal de Feira de Santana desde 11
de fevereiro daquele mesmo ano, quando teve sua prisão decretada e
posteriormente convertida em preventiva pela Justiça.
A
Defesa
A
defesa de George sustenta a tese de tiro acidental, alegando que tentou retirar
a arma das mãos da esposa durante uma conversa sobre o relacionamento. Porém, a
versão é contestada pelas conclusões da perícia e pela reconstituição da
Polícia Civil, que apontaram incompatibilidades na narrativa do réu. O
Ministério Público da Bahia (MP-BA) formalizou a denúncia por homicídio
qualificado (feminicídio), aborto provocado e posse ilegal de arma de fogo.
Histórico
Agressivo
O
pai da vítima, Elias do Carmo, disse que tinha um histórico de agressões no
relacionamento, afirmando que a biomédica já havia apresentado hematomas
anteriormente e que o corpo da vítima continha marcas de violência além do
disparo. “As imagens do sistema de segurança da casa foram apagadas antes do
socorro prestado. Estamos na confiança que ele vai pagar, vai ser condenado e vai
pegar a pena máxima, é tudo que esperamos”, explicou Elias.
Além
do bebê que gestava, Jéssica deixou uma filha de 3 anos, fruto de um
relacionamento anterior, que ficou sob os cuidados da avó materna.














