quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Três funcionários do presídio são suspeitos de facilitar entradas de armas e regalia a presos

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), publicou no Diário Oficial desta quarta-feira (11) a portaria nº 816, que instaura o processo administrativo disciplinar e cria uma comissão com o intuito de apurar e definir a responsabilidade de três servidores, lotados no Conjunto Penal de Feira de Santana.

Dois deles por estarem supostamente envolvidos na concessão de regalias a detentos e o terceiro por ter facilitado a introdução de armas na unidade prisional, o que pode ter contribuído para a rebelião ocorrida em 25 de maio deste ano, que resultou na morte de nove presos e lesões corporais em quatro detentos.

Durante reunião do Programa Pacto pela Vida, realizada na manhã desta quarta-feira (11), no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador, o titular da Seap, Nestor Duarte, explicou que a portaria determina a apuração, mas não há ainda afastamento. “O grupo [comissão] nomeado para fazer o PAD [processo administrativo disciplinar] é que vai definir pelo afastamento ou não, a depender dos elementos encontrados durante a apuração. Foi aberto um inquérito policial que não chegou a nenhum servidor, e sim a internos [presos], que foram transferidos do presídio de Feira de Santana para o de Serrinha, que é um presídio de segurança máxima", explicou.

Ainda segundo o secretário, a decisão de instaurar um inquérito administrativo é uma medida recomendável nestes casos. Foi estipulado um prazo de 60 dias, a partir da data de publicação do ato, para que a comissão conclua os trabalhos.

A REBELIÃO

No dia 24 de maio deste ano, os detentos do Pavilhão 10 do Conjunto Penal de Feira de Santana se recusaram a voltar para as celas, após o horário de visita, e deram inicio a uma rebelião no pátio onde tomam banho de sol. Alguns familiares foram mantidos como reféns, até o inicio das negociações.

Não houve fuga de presos, porém 9 apenados foram mortos durante o motim e alguns chegaram a ser decapitados, outros foram feridos. Durante a rebelião, os detentos estavam armados com revolveres e facas. Os policias foram impedidos de entrar na área e os presos chegaram a solicitaram a presença da imprensa para darem inicio a negociação.

Após o fim da rebelião, a Polícia encontrou três armas, uma pistola 380 e dois revolveres calibres 38, usados nas mortes.
FONTE: Da Redação, informações Ascom/BA


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