quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Homicídios caem 62,9% no Nordeste de Amaralina

Da ocupação policial, ocorrida no dia 26 de março, até o final da noite de ontem (28), os moradores da região do Complexo do Nordeste de Amaralina, onde estão em funcionamento três bases comunitárias de segurança, podem comemorar os índices resultantes desta nova filosofia de policiamento. Naquela região, historicamente dominada por quadrilhas de traficantes e com registro de constantes assassinatos – seja por cobrança de dívida com o tráfico ou disputa por pontos de venda de drogas –, os homicídios tiveram uma redução expressiva de 62,9%.

O novo modelo de policiamento, aliado às ações de outras secretarias estaduais e municipais, com intervenções nas áreas de educação, saúde, emprego, urbanização, agrada a população e já reflete o bom trabalho que ali vem sendo desenvolvido. “Temos ainda muito o que fazer. Sabíamos que o Nordeste seria um grande desafio e encaramos essa briga”, afirmou o secretário da Segurança Pública, Maurício Teles Barbosa.

Embora reconheça a impossibilidade de zerar os índices de criminalidade, lembrou que polícia e políticas públicas juntas representarão sensíveis mudanças na segurança da Bahia em 2012. “Temos a previsão de mais sete bases para o ano que vem, formando um cinturão de segurança, que evitará a migração de quadrilhas de uma comunidade, onde a unidade está sendo instalada, para outra que ainda não tem”, explicou.

“É o início de uma longa jornada e já obtivemos números positivos, que nos deixam motivados para ampliação deste projeto”, comemorou Barbosa, que anunciou ações dos departamentos de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e de Narcóticos (Denarc) nas localidades que receberão bases em 2012.

Números positivos

Desde a ocupação no Nordeste de Amaralina, no final do mês de março deste ano, os índices de homicídios registraram queda de 62,9%, numa comparação com o mesmo período do ano passado. Foram 35 assassinatos de 1º de abril a 28 de novembro de 2010, enquanto no mesmo período deste ano, com a implantação das bases, foram contabilizados 13 mortes violentas.

Outro dado relevante é a diminuição em 100% dos roubos a ônibus, crime que atinge a população mais carente, dependente do transporte coletivo para se locomover. Em 2011, no período pós implantação das bases, não foram registradas ocorrências desta natureza, ao contrário de 2010, respeitado o mesmo período, quando aconteceram cinco assaltos a coletivos. Roubo a transeuntes, onde as maiores vítimas são mulheres e idosos, também teve diminuição. No ano passado, 168 casos e no mesmo período de 2011 computados 143.

Com o objetivo de melhorar ainda mais o rendimento das bases, o comando-geral da PM anunciou a inclusão de um major (Ricardo Passos) e de mais três capitães (Élson Cristóvão Pereira, Fabiana Moraes de Jesus e Ana Amélia Xavier de Carvalho) na equipe que coordena as ações destas unidades.

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