quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Casal feirense está envolvido na operação da Federal que apura fraude em licitações

Um casal de empresário feirense está envolvido na operação da Polícia Federal deflagrada na manhã desta terça-feira (20), que apura fraude em licitações publicas no município de Mirante, interior da Bahia, que segundo a Federal, as fraudes vinham beneficiando diretamente o prefeito de Mirante. A Federal teve na empresa do casal aqui em Feira e cumpriu um dos Mandados de Buscas e Apreensões da operação Belvedere. A identidade do casal não foi revelada pela PF.

A Operação

A Delegacia de Polícia Federal da cidade de Vitória da Conquista em conjunto com a Controladoria-Geral da União e o Ministério Público Federal, deflagrou nesta terça-feira (20) a Operação Belvedere que desmantelou um esquema suspeito de irregularidades como fraudes em licitação, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro. A organização funcionava em benefício de Hélio Ramos Silva, prefeito da cidade de Mirante, município foco das ações da PF.


Segundo a Polícia Federal, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão, bloqueio e sequestro de bens e valores na casa de R$ 1,095 milhão, 11 mandados de condução coercitiva, além de seis mandados de suspensão do exercício da função pública e a proibição de entrar nas dependências da prefeitura, incluindo o prefeito, a primeira dama e outros servidores públicos ligados ao esquema. “É uma suspensão por tempo indeterminado”, disse o delegado Marcelo Andrade Siqueira, por telefone, a reportagem do FOLHA DO ESTADO.

Além de Mirante, a operação cumpriu mandados também em outras cidades: Livramento de Nossa Senhora, Bom Jesus da Serra, Poções, Planalto e Feira de Santana, todas na Bahia. Sobre Feira, Siqueira explicou: “Feira de Santana é sede de uma das empresas que participavam do esquema, não houve agentes públicos suspensos de suas funções”, disse a autoridade policial.

De acordo com a PF, os supostos responsáveis pela prática dos crimes deverão responder pelos crimes de fraude à licitação, corrupção ativa e passiva, crime organizado, lavagem de dinheiro e crime de responsabilidade dos prefeitos.

ESQUEMA DESMONTADO

O prefeito e o presidente da comissão de licitação cuidavam da formalização da licitação com o objetivo de direcionar o certame para que uma das empresas já consignadas na organização criminosa saísse vencedora; a empresa, por meio de sócio representante, aceitava participar da simulação e repartir os recursos públicos repassados a ela; e, por fim, o prefeito administrava as transferências de recursos públicos advindas da empresa, de maneira dissimulada, por meio da conta corrente de um servidor municipal com o objetivo de não atrair a atenção das autoridades. As empresas envolvidas no esquema receberam mais de R$ 4 milhões do município de Mirante.


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