sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Governo Municipal está preocupado com super lotação do Hospital da Mulher




A superlotação dos leitos no Hospital Inácia Pinto dos Santos (HIPS) – Hospital da Mulher – é uma preocupação constante do Governo Municipal. Diante da situação atual, as equipes de enfermaria e administração se reuniram na manhã desta quinta-feira, 16, com a presidência da Fundação Hospitalar de Feira de Santana (FHFS), para definir estratégias de atendimento.

Com um grande fluxo diário, onde recebe pacientes de municípios pactuados e também os não-pactuados, o HIPS se tornou referência em todo estado com uma assistência de qualidade e UTI Neonatal. Esse fator, segundo a diretora do Complexo Materno Infantil, Charline Portugal, é o motivador do aumento da demanda, que em relação ao mesmo período do ano passado já ultrapassou 20%.

“Por ser referência e termos conseguido sempre atender a demanda, com uma qualidade em nossos serviços, pacientes de diversos municípios circunvizinhos vem realizar os partos aqui. Então estamos traçando as estratégias para poder continuar atendendo com qualidade e não ficarmos sem leitos para recebermos mais gestantes”, afirmou.

Uma das maiores dificuldades são os atendimentos de pacientes de outras cidades que poderiam realizar o parto no mesmo local. “Muitas vezes o município pode fazer o atendimento de parto normal, onde não há riscos. Mas, sempre as pessoas chegam aqui para esses partos”, ressalta a diretora-presidente da FHFS, Gilberte Lucas.

Outro problema muito comum são os casos de abandono dos pacientes por parte dos demais municípios. “Eles chegam, recebem o atendimento e ninguém providencia uma ambulância para buscá-los depois. Muitas vezes o paciente já está de alta médica, mas não tem como voltar para casa”.

No ano passado o HIPS atendeu 18.486 pacientes, com uma média de 1.541 pessoas por mês, e 7.102 internamentos. Segundo Gilberte Lucas, constantemente são realizadas reuniões para adequar os serviços e muitas melhorias aconteceram ao longo dos primeiros 12 meses, a exemplo da aquisição de equipamentos hospitalares, informatização dos serviços, reforma do prédio e aumento dos leitos – de 56 para 64, mais um leito de UTI Neonatal.

As informações são da Secom.

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