sábado, 9 de junho de 2012

População carcerária feminina cresceu 134% no município Feira de Santana

Segundo o periódico, o número de presidiárias em 2010 era de 45 e em 2012, a contagem chega a 105 reclusas. Segundo o diretor da unidade penal, Edmundo Memeri Dumet, esse aumento é justificado pelo contato dessas mulheres direta ou indiretamente com o tráfico drogas. “A maioria delas tem boa índole, mas se deixam levar pelas necessidades do dia-a-dia e facilidade de ganhar um dinheiro fazendo o transporte das drogas, as chamadas ‘mulas’”, disse.
 



De acordo com Dumet, a maioria das detentas cumpre pena pela primeira vez. “Muitas delas que receberam treinamento e estudaram na escola dentro do presídio, poucas delas retornam, mas infelizmente muitas se deixam levar pelas drogas e cerca de 25% reincidem, o que é um número relativamente baixo”, observou.

O perfil das detentas, de acordo com o diretor do presídio são mulheres jovens e de baixa escolaridade. A capacidade do Presídio Regional, em decorrência da reforma, onde metade da carceragem está fechada para obras, é de 600 presos (masculinos) em um espaço onde cabem 150 pessoas. “Isso será resolvido a partir de julho, quando será inaugurada a primeira etapa e serão disponibilizadas 650 vagas, o que vai ajudar bastante. Quando o presídio estiver totalmente reformado e ampliado, vamos para 1.226 vagas, sanando o problema das delegacias em Feira”, explicou Dumet.

OBRAS PARADAS

O diretor do presídio rebateu as críticas do líder sindical dos agentes penitenciários Edson das Virgens. Segundo o sindicalista, as obras estavam previstas para serem entregues no final de maio, afirmando também que a etapa não será entregue em julho.
Para Dumet houve um projeto de reformulação total no sistema de carceragem, onde será incrementado um modelo de fechamento e abertura das celas onde o preso não tem mais o contato com o agente. “Teve um erro de projeto e precisou ser recalculado, o que levou 30 dias, mas isso não parou a obra, continuando em outros seguimentos, como a reforma no interior das celas”, elucidou.

CELULARES

Detector de metais e futuramente Raio-X serão os recursos usados na unidade penal para combater a entrada e a utilização de celulares nas dependências do presídio. “Estamos tentando comprar um bloqueador de celular, mas encontramos entraves junto a ANATEL para que não prejudique a vizinhança. Com um bloqueador, anulamos qualquer ligação recebida ou discada”, afirmou Dumet.



As informações são do Bom Dia Feira, com foto de Gleidson Santos .

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