terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Polícia Civil e militar apreende bananas de dinamite durante operação em Feira de Santana

Mais de 300 quilos do explosivo industrial Power Gel, popularmente conhecido como dinamite, foram apreendidos durante operação conjunta das polícias Civil e Militar para identificar pontos de armazenamento ilegal do material, utilizado clandestinamente na prática da pesca com bomba e, mais recentemente, em roubos a banco.

Mandados de prisão e de busca e apreensão, expedidos pelas Comarcas de Salvador e Feira de Santana, foram cumpridos simultaneamente em várias localidades de Salvador, Feira de Santana, Ilha de Itaparica, Candeias, Simões Filho e Salinas das Margaridas.

Os explosivos apreendidos foram apresentados à imprensa na tarde desta segunda-feira (23) e a já foi solicitada à Justiça a autorização para destruição. Estiveram presentes à coletiva os delegados Rusdenil Franco e Heloísa Simões, coordenadora da CFPC, o major Machado da COPPA – PM, o representante do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Meio Ambiente (CEAMA- MP), Roberto Gomes e o superintendente do Ibama, Célio Costa Pinto.

A “Operação Posseidon”, como foi batizada, foi deflagrada, na última sexta-feira (20), e ocorreu de forma integrada com a participação da Companhia de Policiamento de Proteção Ambiental (COPPA- PM), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Grupo de Atuação Especial de Combate as Organizações Criminosas e de Investigações Criminais (Gaeco) e Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Meio Ambiente (CEAMA) do Ministério Público, Marinha e Serviços de Inteligência e de Produtos Controlados do Exército.

Participaram ainda mais de 80 policiais civis da Coordenação de Fiscalização de Produtos Controlados (CFPC), Grupo Avançado de Repressão a Crimes Contra Instituições Financeiras (Garcif), Departamento de Polícia do Interior (Depin), Departamento de Polícia Metropolitana (Depom), Coordenação de Operações Especiais (COE), Departamento de Crimes Contra o Patrimônio (DCCP), Departamento de Narcóticos (Denarc), Departamento de Inteligência (DIP) e Superintendência de Inteligência (SI) da Secretaria da Segurança Pública.

Segundo o delegado da CFPC, Rusdenil Franco Lima, que coordenou a operação, todo material apreendido – 305 quilos de emulsão, 274 metros pavio, 30 metros de cordão detonante e 4.200 espoletas - estava acondicionados de maneira irregular, o que aumenta significativamente o risco de explosões. Onze pessoas foram presas e vão responder por formação de quadrilha. Parte delas também foi indiciada por posse ilegal de material de uso restrito, pela lei 10.826 do Estatuto do Desarmamento e, se condenadas, podem pegar até seis anos de prisão.

Durante as investigações a polícia apurou que os explosivos utilizados pelos pescadores têm a mesma origem dos que estão sendo utilizados pelas quadrilhas de roubo a banco e que também parte destes explosivos são adquiridos por empresas de mineração, da construção civil e de prospecção de petróleo e desviados ilegalmente para outros fins. As investigações devem prosseguir para identificar de onde o material está sendo desviado.

Os explosivos apreendidos foram apresentados à imprensa na tarde desta segunda-feira (23) e a já foi solicitada à Justiça a autorização para destruição. Estiveram presentes à coletiva os delegados Rusdenil Franco e Heloísa Simões, coordenadora da CFPC, o major Machado da COPPA – PM, o representante do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Meio Ambiente (CEAMA- MP), Roberto Gomes, do superintendente do Ibama, Célio Costa Pinto e do chefe do serviço de fiscalização de produtos controlados da 6ª Região Militar do Exército, tenente coronel Ronaldo Oliveira Braga.

As informações são da Polícia Civil (ASCOM)

Um comentário:

Anônimo disse...

Parabéns mais uma vez para as Polícias Militar e Civil.