quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Dreof amplia combate ao crime organizado

O planejamento estratégico da Polícia Civil prevê, para 2012, mudanças na forma de atuação da Delegacia de Repressão ao Estelionato e Outras Fraudes (Dreof). O foco passará a ser a repressão ao crime organizado em todo o estado, combatendo quadrilhas de estelionatários e fraudadores. Para tanto, a unidade funcionará apenas internamente neste mês de dezembro e em janeiro e fevereiro também, período necessário para a análise dos 30 mil processos sem um parecer final, entre inquéritos policiais e representações do Ministério Público (MP), acumulados na delegacia.

De acordo com as ações do Departamento de Crimes Contra o Patrimônio (DCCP), ao qual a Dreof está vinculada, o período servirá também para que a unidade acelere o processo de instalação, na Bahia, da primeira delegacia especializada na repressão aos crimes praticados com o uso de recursos tecnológicos, mais conhecidos como crimes virtuais. Um núcleo, liderado pelo titular da Dreof, delegado Charles Leão, já vinha desde o primeiro semestre deste ano atendendo vítimas de crimes em meios eletrônicos e instaurando procedimentos para identificar os autores do delito.

Com a mudança, a população poderá, nesse período de 90 dias, denunciar os crimes de estelionato e outras fraudes em qualquer uma das 34 delegacias territoriais (DTs) espalhadas nos bairros de Salvador e Região Metropolitana da cidade (RMS). Denúncias já feitas e investigações já iniciadas continuam sob os cuidados da Dreof. Apenas o registro de novas ocorrências passará, temporariamente, a ser feito nas DTs, que contarão com o suporte dos profissionais daquela unidade especializada, instalada no Complexo da Baixa do Fiscal



Mutirão

Um time formado por quatro delegados, mais investigadores, escrivães e servidores policiais, lotados na Dreof, estará analisando inquéritos entre os anos de 2005 e 2011. Outro efetivo extra, de 14 delegados e 12 escrivães, estará, na forma de mutirão, reunido no antigo prédio da Polinter, na Piedade, para dar seguimento ao restante de processos acumulados. O grupo irá se dedicar aos registros dos anos anteriores a 2005 até o início da década de 1990.

Segundo o delegado Charles Leão, titular da Dreof, a grande demanda estava impedindo o atendimento de qualidade ao público. Ele salienta a necessidade de se intensificar os esforços para solucionar rapidamente a questão, e tirar a sobrecarga para melhor atender a comunidade. “Identificamos, em nossas análises, que o combate ao crime organizado tem que ser intensificado, incorporando mais tecnologia, mais inteligência e mais planejamento. O nosso foco agora tem que ser este, pois o dano social é muito grande nesse tipo de delito,” afirmou o delegado.

Informações SSP

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